● A Arte... As esculturas urbanas.

(Ialta, Criméia. Ucrânia).












                ● Uma visão de Arte... e a rua.


                                                                        (Portugal).









     ● Uma visão de Arte.  E a feira popular. 

             (mercado de Colombo. Sri Lanka. Foto: Ishara S. Kodikara/AFP)










                                            Engano...


A maioria das pessoas imagina
que o importante, no diálogo, é a palavra.
Engano, e repito:
O importante é a pausa.
É na pausa que duas pessoas se entendem
e entram em comunhão.”

                                                                         (Nelson Rodrigues).












A Arte de ... Renato Guttuso (1911-1987).

É um pintor (italiano) que procurou descrever a realidade
          das emoções humanas.
   Sua pintura é apaixonada.
                   Com cores fortes e traços firmes.

Vejam algumas de suas criações.









































● Imagens... Vintage.














Kazuo Ishiguro*: pertenço a uma... “geração cansada”

Percebi que vivi em numa bolha. Agora, sou um escritor cansado
de uma geração cansada.
Talvez o avanço das sociedades liberais tenha sido só uma ilusão.

Faço parte de uma geração otimista, que participou da construção de uma Europa que chegava devastada dos totalitarismos, com democracias que conviveram amigavelmente.
Vimos avanços em questões como feminismo, direitos dos gays e luta contra o racismo.
Fomos testemunhas disso e chegamos a conclusões felizes.
Mas desde a queda do Muro de Berlim contemplamos como oportunidades foram sendo perdidas - especialmente depois da guerra do Iraque e dos escândalos econômicos e a crise de 2008 -, e agora vemos proliferar ideologias de ultradireita e nacionalismos tribais.
Ou um racismo em sua forma tradicional, envolvido em versões de marketing.
O monstro enterrado acordou.
Precisamos de uma mentalidade aberta para aceitar novos gêneros e outras formas.
Só assim cumprirá seu papel de derrubar fronteiras e poderemos alcançar metas.
Uma nação deve esquecer?
Um país moderno pode ser construído sobre uma amnésia geral ou uma justiça frustrada?
Aqueles fantasmas retornam de forma inquietante ao presente e ao futuro.
E os sintomas deste autor que se confessa cansado têm a ver com algo frustrante:
a demolição dos sonhos de juventude que o levaram a imaginar um mundo melhor ao longo dos anos. (grifo nosso)
Mas meu dever é continuar…
Afinal de contas, um escritor, a partir do seu solitário escritório, é essa pessoa que conta uma história para outra em sua mesma situação e simplesmente lhe diz:
isto é o que me preocupa. Você me entende?
Acontece o mesmo com você?.

*: Escritor nipo-britânico. Premiado com ‘Nobel de Literatura’ (2017).
(Discurso de aceitação do Nobel de Literatura).
















Elegância nunca é demais ...


                                                            (Foto: Dean Agar).















                                                      ● Gente... do planeta.


(Armênia)*.


  *: Foto de Ali Doosti (National Geographic).













       ● Uma visão de Arte... Uma janela.

          (Palácio Montserrat, Sintra. Portugal).











                                                        ● Um pouco de ... Vincent Van Gogh. 













    ● Um pouco de ... Luis Cohen Fusé* (1944).



















   *: Artista plástico e pintor hispano-argentino.













                                    ● Imagens... Vintage.

(Kay Francis,1928.)













   Caminhando ...











“ Caminhando contra o vento sem lenço
e sem documento.
No sol de quase dezembro eu vou. (...).
Eu quero seguir vivendo. Eu vou.
Por que não. Por que não?  ”

                                       (Caetano Veloso).















● Uma visão de Arte... Uma porta.


(Cazã. República do Tartaristão, Rússia)










    Nas redes sociais.














    Justiceiros e loucos por protagonismo.
        Mostram seu subconsciente.

                                                “ Estamos nos perguntando, em relação às redes sociais, se elas melhoram a convivência, se são úteis, se aumentam ou diminuem a capacidade de raciocínio das pessoas.
Não há dúvidas de que elas agilizaram o comércio, o imediatismo e as chicotadas da opinião pública.
Ao estarmos sempre com os celulares, somos receptores perpétuos, emissores constantes, oferecemos uma série de interesses para quem quiser especular com eles.
Nos últimos tempos também descobrimos que os celulares servem para exibir o nosso subconsciente.
Até agora o subconsciente era uma coisa que guardávamos para nós mesmos, nem éramos capazes de acessá-lo e às vezes tínhamos que recorrer à hipnose, ao álcool ou à psiquiatria.
Expor o subconsciente era uma tarefa de desinibição que exigia um esforço às vezes dramático, como se tivéssemos que intervir com um bisturi em nossas próprias vísceras.
Mas graças ao celular, o subconsciente está agora nas redes, nos bate-papos, nas mensagens mais cotidianas.
Ficamos surpresos até mesmo com a facilidade com que muitas pessoas se mostram em público ou nessa privacidade fingida das redes.
Não têm receio de levar sua pré-consciência para dar um passeio em uma exibição grotesca.
Nem é preciso que um juiz ordene a intervenção das ligações para ver essas conversas que fazem parte da nova era da nudez.
Da nudez roubada em uma praia passamos à nudez das conversas vazadas de processos e investigações. É o novo pornô, espiar a intimidade de dirigentes, corruptos, lobistas e galãs.
Mas existe essa outra nudez voluntária que é a de ver o subconsciente de muitos que a levaram para passear.
Todos que comemoram a morte de alguém, todos esses justiceiros das redes, todos esses loucos por protagonismo estão mostrando seu subconsciente inclusive através da piada mais absurda, do comentário mais inútil, do insulto mais brincalhão.
 Pegue o meu subconsciente, é o que estão dizendo.
(...).Aí está meu subconsciente. Os estupradores, os que superam os limites de trânsito, os que matam animais indefesos, qualquer transgressão, se não estiver na rede, perde potência.
Só que não estávamos preparados, como sociedade, para descobrir que tanto subconsciente é criminoso e repugnante.
É bom vê-lo, ainda que o nojo seja notável.

Por David Rodríguez Trueba (1969).
Escritor, jornalista, diretor de cinema,
roteirista e ator espanhol. 

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● Uma visão de Arte... Uma janela.


(Buenos Aires, Argentina).













         Eu não pertenço a este lugar.







Era um restaurante popular e estava com todas as mesas lotadas, a maioria delas ocupadas por dois casais, algumas com um casal e dois filhos. A mesa em que eu estava era maior: cinco adultos e três adolescentes. Nem 15 minutos de conversa e eu já não entendia o que fazia ali. Estava alheia aos assuntos e não achava graça das piadas. Até que um dos adultos disse algo detestável, e eu pensei:
 “Não pertenço a este lugar”.
Lembrei a minha casa, o meu quarto, a minha cama, onde eu preferiria estar. Preciso ir embora. Preciso chamar um táxi. A comida está vindo, o garçom já colocou o prato servido à minha frente, é agora, levanta e vai. Mas não levantei.
Não foi, nem de longe, a pior noite da minha vida. Já estive em vários outros lugares a que eu não pertencia. Uma missa rezada por um pastor mal-intencionado. Um escritório com gente estressada trabalhando até tarde. Uma entrevista que dei para um jornalista que induzia as minhas respostas. Uma festa num clube sofisticado onde as pessoas só falavam em dinheiro. Um quarto úmido de hotel, com as paredes descascadas e luz branca no teto. Um carro de madrugada lotado de garotos bêbados.
Quando puder, saí mais cedo, saí antes do fim, mas nunca fui embora durante o apogeu de um acontecimento, como uma noiva que abandona o altar. Nunca fiz da minha retirada um gesto político, audacioso e inesperado. Sempre fui daquelas mulheres que, uma vez dito sim, mantinha meu sim até o limite da educação – mesmo quando o meu sim já tinha virado, dentro de mim, um não.
Pra ser gentil, me senti estrangeira várias vezes sem estar viajando.
Pode ser suportável, mas nem sempre.
Cortesia demais nos desintegra.
Se alguém te oferece um baseado, é só dizer “não, obrigado”, caso não seja chegado.
Se alguém te tira pra dançar, é só dizer “não, obrigada”, caso esteja cansada.
Alguém ao teu lado diz que buzinar é coisa de preto, discorde e denuncie o racismo, em vez de ficar num silêncio conivente.
E toque a vida pra frente, elegantemente.
(...).
“Eu não pertenço a este lugar.”
A cada vez que essa frase grudar em seu pensamento a ponto de gerar desconforto, levante,
se despeça e agradeça por você ter coragem para decidir,
pernas para sair e sua dignidade aguardando lá fora.
                      por Martha Medeiros. (jornalista e escritora brasileira)


► Ilustração: Gilmar Fraga.














      ● Uma visão de Arte... e a rua.

                                               (Criação: Luis Gómez de Teran. Roma, Itália).












A Adormecida (“ La Dormeuse”)


Que segredo incandesces no peito, minha amiga,
Alma por doce máscara aspirando a flor?
De que alimentos vãos teu cândido calor
Gera essa irradiação: mulher adormecida?

Sopro, sonhos, silêncio, invencível quebranto,
Tu triunfas, ó paz mais potente que um  pranto,
Quando de um pleno sono a onda grave e estendida
Conspira sobre o seio de tal inimiga.

Dorme, dourada soma: sombras e abandono,
De tais dons cumulou-se esse temível sono,
Corça languidamente longa além do laço,

Que embora a alma ausente, em luta nos desertos,
Tua forma ao ventre puro, que veste um fluido braço,
Vela. Tua forma vela, e meus olhos: abertos. "

                             Por Paul Valery*




*: Ambroise-Paul-Toussaint-Jules Valéry. (1871-1945)
Filósofo, escritor e poeta francês.
● Tradução de Augusto de Campos (1931)  poema
publicado em “Lingua viagem”. Editora Schwarcz,
São Paulo, 1987.
● Imagem: Pintor húngaro Pandy Lajos (1895-1957).
● Fonte do texto:  https://viciodapoesia.com/












        ● “Tô de olho em vocês!  … 


      (Peru)

                                                          que planeta vocês irão nos deixar?.
















                                                                              Magia ...



“A única magia que existe é estarmos vivos
              e não entendermos nada disso.
A única magia que existe é
                                  a nossa incompreensão.”

                                                (Caio Fernando Abreu)*


*: Caio Fernando Loureiro de Abreu (1948-1996).
Jornalista, dramaturgo e escritor brasileiro.














● Uma visão de Arte... Uma porta.


                                                                (Görlitz, Saxony. Alemanha).















● Uma visão de Arte. 
Uma fotografia de...
                                           Stephanie Sinclair.*


“Meninas na aldeia de Masanga”. Serra Leoa.


 *: National Geographic. Publicada em
 " For These Girls, Danger Is a Way of Life ",

em janeiro de 2017.