● Imagens... Vintage.

















   ● Uma visão de Arte. Uma fotografia de ... Chico Albuquerque (1947)
       Série “Ensaios do Mucuripe 1942/1952’*.

























*: Praia localizada na cidade de Fortaleza (Ceará).
Região nordeste brasileiro.


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                               Os livros ...


“Os livros têm os mesmos inimigos que o homem:
         fogo, umidade, animais, tempo e seu próprio conteúdo.”
                                        
                                                                 (Valery)*


*: Ambroise-Paul-Toussaint-Jules Valéry (1871-1945).
Foi filósofo, escritor e poeta francês (de Sète).















● Uma visão de Arte. Uma fotografia de ... Abedin Taherkerarch*

                                             (Ramadã em Teerã, Irã.  Foto: EFE). 


*: Fonte: http://www.estadao.com.br/

















         ● “Tô de olho em vocês!  … 

                                   (Bandarero, Quênia. Foto: OCHA/Daniel Pfister)


                                                          que planeta vocês irão nos deixar?.















                                                  A era das incertezas.

(Joan Miro)

                                                            “ Vivemos na era de incertezas. Há mais perguntas que respostas. Mais dúvidas do que certezas. Navegamos à deriva na terceira margem do rio. Abandonamos a primeira, a modernidade com sólidos paradigmas filosóficos e religiosos, e ainda não sabemos como se configurará a segunda, a pós-modernidade.
Estão em crise as grandes instituições pilares da modernidade: o Estado, a Família, a Escola e a Religião. Vigoram modelos e propostas para todos os gostos.
Em meio à turbulência, emerge com nitidez o mundo hegemonizado pelo capitalismo neoliberal. A financeirização da economia supera a produtividade. A regulação da sociedade se desloca das mãos do Estado para as do mercado.
Se no século passado a Europa fez concessões à socialdemocracia como antídoto à ameaça socialista, agora os direitos sociais retrocedem e novas tecnologias tornam obsoleto o trabalho humano.
Como tudo que é sólido desmancha no ar, é preciso criar exceções e dar consistência ao sistema globo colonizado de consumismo e hedonismo.
Assim, difunde-se a ideologia da privatização, concomitante ao esgarçamento das instituições. Privatiza-se a política. Já que os políticos fracassaram, entrega-se a administração pública a empresários bem-sucedidos. Já que os partidos se desmoralizaram, cada um que lance mão de seu celular e faça dele sua tribuna de ódio ou aplauso. (...).
Passamos da era analógica à digital.
Mudam também os padrões de relacionamentos. O valor do outro depende de sua posição no mercado. E fora do mercado não há salvação.
Nem tudo, entretanto, se ajusta à mercantilização do planeta em detrimento dos direitos humanos. E o maior desajuste reside em nossa relação à natureza. Esgotou-se o tempo. A ânsia de lucro poluiu o ar, o mar e a terra. Ou mudamos os nossos paradigmas socioambientais ou a Terra voltará a viver como ao longo de milênios, sem a nossa incômoda presença.
Há que se adotar o desenvolvimento sustentável, no qual estejam incluídos o ecológico, o social e o cultural. No fim da década de 1940, o Japão, arruinado pela guerra, era mais pobre que o Brasil. E quarenta anos depois, quando o nosso país se destacou como a 8ª economia do mundo, o Japão já figurava entre as cinco primeiras. Havia promovido uma revolução educacional, o que jamais fizemos.
Nosso modelo de desenvolvimento continua predatório e são tímidas as iniciativas para que, neste país ensolarado, as energias eólica e solar prevaleçam sobre as fósseis, tão poluidoras do meio ambiente. É preciso mudar os paradigmas do que entendemos por progresso e avanço civilizatório. Os países europeus e os EUA comprovam que crescimento do PIB não significa redução da desigualdade social. E como tem acentuado o papa Francisco, desenvolvimento que não tem centralidade no ser humano, e sim do acúmulo do capital privado, é antiético.
Quiçá os índios andinos tenham algo a nos ensinar quando sublinham a diferença entre “viver bem” e “bem viver”.
 (por Frei Betto)*.

*: Carlos Alberto Libânio Christo (1944).
Escritor brasileiro.










                     ● Uma visão de Arte... Uma porta.

(Paris, França).











 
      ● Uma visão de Arte.  E a feira popular.























                           ● Uma visão de Arte... e a rua.

(Case Maclaim. Berlim, Alemanha)












● Uma visão de Arte... Uma janela.


(Burano, Itália)












● Um pouco de ... Maerten van Heemskerck*




*:  Marten Jacobsz Heemskerk van Veen (1498). 
Retratista e pintor holandes nascido em Heemskerk
(‘Rijksmuseum’. Amesterdam, Holanda)










                        ● Imagens do Ler.













● Uma visão de Arte. Uma fotografia de ...Bojan Jevtic (1972).

É um artista visual sérvio (Belgrado). 
Suas obras estão no livro de arte "Mestres de Belas Artes Contemporâneas" que reúne artistas famosos em todo o mundo. 
Conhecido por seus complexos retratos de mulheres.
Suas obras estão baseadas em fotos digitais com efeitos de computador e ferramentas de pintura digital. Impressionantes.
Embora existam elementos de realidade.  Transmite uma sensação do sobrenatural.
Vejam algumas de suas criações e visite https://www.saatchiart.com/.





















                                       Travessia...

(Foto: Renato D’Agostin)


“Digo: o real não está na saída nem na chegada:
         ele se dispõe para a gente
                             é no meio da travessia”

                                 (Guimarães Rosa)*


*: João Guimarães Rosa (1908-1967)
Escritor, diplomata, novelista, 
contista e médico brasileiro.












● “Tô de olho em vocês!  … 


(Himba, deserto de Namíbia, Foto: Michael Martin).



                                                                   que planeta vocês irão nos deixar?.













      ● A Arte... As esculturas urbanas.

          (Praga, República Checa)









               1968. E ... o envelhecimento.




Demografia e democracia têm muito mais em comum do que o prefixo.
Nas manifestações da juventude revolucionária de 1968, uma das bandeiras era:
“Não confie em ninguém com mais de 30 anos”.
Existia uma enorme vontade de mudar as rígidas estruturas fordistas, autoritárias e conservadoras da sociedade e um grande anseio de renovação econômica, social e cultural.
Os jovens que tinham entre 15 e 30 anos em 1968, agora, em 2018, têm entre 65 e 80 anos.
A juventude de 1968 é a “terceira idade” de 2018 e não estará viva em 2068 para comemorar o centenário do lema “Proibido proibir”.
Alguns analistas dizem que a ideia de contestação e revolta de 1968 morreu. Outros dizem que está viva. O escritor Zuenir Ventura diz que 1968 não terminou. Mas o tempo não para.
Talvez, o mais correto seria dizer que 1968 envelheceu.
Não é somente as pessoas que envelhecem a estrutura etária da população também fica envelhecida. A diferença é que, enquanto as pessoas morrem, a população continua viva. Só que a população deixará de ter uma estrutura etária jovem e passará a ter, permanentemente, uma estrutura envelhecida.
Com a mudança do século XX para o século XXI, no mundo e nos diferentes países, o maior peso proporcional dos jovens vai cedendo lugar, paulatinamente, ao peso proporcionalmente maior dos idosos.
Em 1968, no mundo havia 21,5 idosos (com 60 anos e mais) para cada cem jovens (de 0 a 14 anos de idade).
Na França havia 71 idosos para cada 100 jovens.
No Brasil 12,6 idosos para cada cem jovens.
Ou seja, em todos os lugares o número de jovens superava o número de pessoas idosas na população.
A estrutura etária era rejuvenescida em todo lugar, alguns países, como a França, era menos rejuvenescida, outros, como o Brasil, era extremamente rejuvenescida.
Em 2018, a realidade demográfica já havia mudado bastante.
Na França, o número de idosos superou em 44% o número de jovens.
No mundo, a proporção de idosos chegou a 50 para cada cem jovens.
No Brasil chegou a 61,5 idosos para cada cem jovens.
A França já é um país envelhecido, enquanto o Brasil e o mundo ainda possuem uma estrutura etária rejuvenescida.
Mas a inversão entre os grupos etários extremos será bem mais acentuada em 2068.
No mundo haverá 121 idosos para cada cem jovens.
Na França, serão 204 idosos para cada cem jovens e, no Brasil, serão 270 idosos para cada cem jovens.
Ou seja, os idosos serão maioria em todos os lugares, sendo que na França haverá o dobro de idosos em relação aos jovens e no Brasil será quase o triplo de idosos em relação aos jovens.
A idade mediana da população mundial em 1968 era de 22 anos, ou seja, metade da população global tinha menos de 22 anos. Na França a idade mediana era de cerca de 30 anos. No Brasil a idade mediana era de somente 19 anos, ou seja, metade da população brasileira tinha menos de 19 anos.
Em 2018, a idade mediana do mundo passou para 30 anos, do Brasil para 32 anos e a França para 42 anos. Para 2068, a idade mediana deve chegar a 38 anos no mundo, 45 anos da França e quase 50 anos no Brasil.
Ou seja, metade da população brasileira terá mais de 50 anos, um quadro demográfico de alto envelhecimento populacional, bem diferente do quadro que existia em 1968. (...).
Com toda a certeza podemos dizer que o perfil demográfico da população brasileira, francesa e mundial, em 2068, será de predomínio dos idosos.
Mas o perfil democrático está aberto, pois não existe uma correlação determinística entre idade das pessoas e das ideias. (grifo nosso)
Assim como os jovens podem assumir velhas concepções conservadoras, os idosos podem abraçar novas concepções progressistas. (...).
(José Eustáquio Diniz Alves)*

*: Professor da Escola Nacional de
Ciências Estatísticas (ENCE/IBGE).

















                                           Tentação...
(Foto: Sandra Požun)


“A tentação mais perigosa: não se parecer com nada.”

                                                                    (Albert Camus).









         ● Imagens... Vintage.






































            Chegar...











   “Só se chega por acaso,
                pois é impossível
       encontrar o caminho sem se        perder.”

   (Ana Maria Machado)*







*: Ana Maria Machado é uma jornalista, professora,
pintora e escritora brasileira.
(foto: Hitam putih)














                                       ● Uma visão de Arte... e a rua.




































A Arte de ...Jean Metzinger *(1883-1956).








                                                                                           *: Jean Dominique Antony Metzinger. Artista francês (Nantes).                                            Mais sobre o artista visite ► http://www.jean-metzinger.com/














● Um pouco de ... Jane Peterson* (1876-1965).



*: Pintora estadunidense de Elgin (Illinois).












    ● Imagens do Ler.





































         ● A Arte... As esculturas urbanas.


            (Criação: Ludwig Kasper. Linz, Austria).








      ● Imagens... Vintage.

          (Paris, 1949).