As 'tentações' de Santo Antônio... Ou de Santo Antão?

         (Lovis Corinth, 1897)


                                                                    Existe uma série de pinturas produzidas por artísticas em diversas épocas e escolas seguindo o tema “As tentações de Santo Antônio”. Entretanto as informações correntes mostra que na realidade estas criações deveriam ser denominadas de ”As tentações de Santo Antão”.
O Antônio, ou António, é o Fernando Antônio de Bulhões, que nasceu em Lisboa (agosto, 1195). Nobre, rico. Bem jovem foi para o “Mosteiro de São Vicente dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho” e depois torna-se Frei Franciscano. 
Frei Antônio, após a experiência de eremita, estuda teologia e vira conhecido pregador. Em Pádua (Itália): 13 de junho de 1231 falece. Vira santo e é visto como o protetor das coisas perdidas. Dos casamentos.  Dos pobres. É o Santo dos milagres. Em 1934 foi declarado Padroeiro de Portugal. No Brasil, 13 de junho é festivamente celebrado. Particularmente pelas mulheres solteiras sedentas por um casamento. Em busca de suas “tentações”. Enfim, este é o Antônio de Portugal.
Mas, o que nos interessa é o Santo Antão com a lenda de sua vida.
O Santo Antão (251-356) é nascido em Tebaída (Egito). Cultuado pelos católicos Romanos, Ortodoxos e Coptas, sempre nos meses de janeiro. Seu nome latino é Antonius e ai reside a confusão pela homonímia, com o Santo Antônio, o português. Trata-se, pois, de dois santos distintos. Relata a lenda que ele ainda muito jovem resolveu distribuir todos os seus bens e foi viver no deserto. Resistiu às tentações. Enfrentou e não se deixou seduzir pelas visões tentadoras à sua volta. Ganhou fama. Começou a ser venerado por inúmeros peregrinos. Virou santo.  Assim como o português no mosteiro e o egípcio no deserto. As tentações sempre existiram. Provavelmente sempre as mesmas.
As “santas tentações” inspiraram numerosos artistas. Em diversas épocas. São estas pinturas que foram selecionadas e compartidas com vocês que, distraidamente, pararam no espaço do “A Jurubeba Cultural”. Vejam:


(Giovani Batista Tiepollo).



(Anonymous, 1520)



(Cornelis Massys, 1579)






(Michelangelo).



(Salvador Dali)









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