Nada... Vem do nada.

                                                                    (Salvador Dali).


(...). Uma vez, apontei para o universo e, filosófico, 
arrisquei minha perplexidade:
 Afinal, o que é isso tudo? Não “é” nada. 
A pergunta está errada por achar que o universo “é” alguma coisa.
 O problema é a nossa linguagem limitada, como se o universo
 fosse “algo” fora dele mesmo.
 Não dá para usar o verbo “haver ou ser”. (...).  
Tudo e nada são as mesmas coisas. São impensáveis.
 A ideia de “nada” e de “tudo” é uma ideia de viventes. 
Como você vai morrer, o seu cérebro se programa para imaginar 
que “há” uma coisa e “não há” outra. 
De que há o “cheio” e o “vazio”, de que há o vivo e o morto.
 Ideia de viventes. (...).
 Nada não há. É impossível pensar o “nada”. Como pensar o tempo. 
                                        O tempo é que nos pensa.” 

                   (‘José 318’. Personagem de Arnaldo Jabor*(1940)  
                        Coluna de 04.04.2017 - Publicada em http://www.otempo.com.br/)



*: Cineasta, roteirista, diretor de cinema/TV, 
produtor cinematográfico, dramaturgo,
 crítico, jornalista e escritor brasileiro.







Nenhum comentário:

Postar um comentário