Pense antes de falar; leia para enriquecer o que pensa.














                                                 “Muitas vezes você já quis dizer a alguém em um determinado momento: “Pense antes de falar, informe-se antes de pensar”. Por quê? 
Talvez porque a pessoa estivesse dando a sua opinião com veemência, mas sem argumentos. Certamente nós também já agimos dessa forma, uma vez que é muito mais fácil falar casualmente do que construir um pensamento elaborado e sustentado por verdades comprovadas. Em outras palavras, é mais fácil dizer “é assim porque sim” do que dar justificativas. 
Quase todos os escritores ressaltam que, para escrever bem, é necessário muita leitura. 
O mesmo se aplica quando você quer ter uma boa conversa: pense sempre no que quer dizer, como e porquê. Para isso, a cultura que você adquiriu ao longo da vida será muito importante.

Pense antes de falar. A linguagem humana é especial porque é capaz de compor sequências infinitas com um número limitado de letras. Além disso, os meios de que dispomos para nos expressar através da linguagem são muitos, sejam diretos ou indiretos. Por isso, precisamos aprender a usá-la corretamente e conseguiríamos sem problemas, se não fosse o que chamamos de “impulso”. Durante o dia, mais da metade dos nossos diálogos são movidos pelos impulsos.

“Pensar é o trabalho mais difícil que existe.
Talvez seja esta a razão pela qual há tão poucas pessoas que o praticam”.

É difícil estar plenamente consciente do valor de cada palavra que dizemos, por isso nós apreciamos tanto ouvir aqueles que tentam. As pessoas que param, refletem e se atrevem a pensar antes de falar desfrutam de prudência, perspectiva e atitude com os outros.

Leia para enriquecer o que você pensa. As palavras têm muito mais força do que imaginamos. Elas podem criar discursos inofensivos ou dolorosos, criar divergências ou fortalecer os relacionamentos, motivar ou desmotivar de formas inimagináveis, etc. Uma das formas mais acessíveis e eficazes para que possamos formar um pensamento crítico que nos ajudará a nos adaptarmos e nos desenvolvermos é a leitura. Ela é fundamental para dignificar o que você é capaz de pensar e para transmiti-lo de forma inteligente para as outras pessoas.

A leitura lhe dará um olhar mais atento sobre os homens e sobre o mundo,
e irá ajudá-lo a rejeitar a realidade como um fato irrevogável.
Essa negação, essa sagrada rebeldia, é a rachadura
com a qual abrimos a opacidade do mundo”.
                     (Ernesto Sábato).

A leitura nos dá sabedoria, e como diria Baltasar Gracián, “os livros nos transformam em pessoas” (grifo nosso). Graças a eles, exercitamos e cultivamos a mente, e a partir disso, melhoramos a tomada de decisões, reforçamos os princípios e pensamos por nós mesmos.

Agora você poderá construir um pensamento crítico.  O nosso intelecto se nutre das experiências de vida e, especialmente, do aprendizado das diversas culturas existentes e por diferentes meios. Dessa forma, se você é capaz de refletir sobre toda informação que adquiriu e selecionar tudo o que possa ser útil para você, conseguirá construir um pensamento crítico. Um pensamento que, provavelmente, valerá muito mais do que o pensamento que ocorreria se você não tivesse se informado ou lido e avaliado.

Se duas pessoas sempre concordam em tudo,
posso lhe assegurar que uma delas pensa por ambas”.
               (Sigmund Freud)

Não adianta opinar simplesmente por opinar, assumir o que lemos sem questionar ou apoiar uma opinião se não temos motivos para fazê-lo. Nós nos ressentimos com as pessoas que agem dessa forma porque percebemos que não é possível discutir com elas sobre qualquer assunto: elas falam por falar e não valorizam os nossos argumentos. Se queremos que os outros levem a sério o que queremos comunicar, é aconselhável adotar uma posição de prudência e cautela. 
Raramente temos a razão absoluta e, pelo contrário, muitas vezes a outra posição tem um ponto de razão. É preciso aproveitar o poder da nossa mente e desenvolver toda a sua potencialidade, informando-nos e falando criteriosamente.



Texto de Cristina Trilce.   











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