Outubro, 16. 
Vão se os anos. ...Ficam as idades.


A gente não faz anos; os anos é que fazem a gente.
Fazem a gente ser o que já foi, o que somos agora, ser o que um dia seremos
  e deixar de ser o que um dia já fomos, até não sermos mais coisa nenhuma.
                           Fazem delícias e misérias com o corpo que temos,
nos fazem iludidos com o que não temos, fazem o passado
       ser primeiro inesquecível e depois esquecido.
Com os anos estamos feitos, sem eles nada feito, com os anos a experiência vem,
sem eles se vai a esperança, com eles estamos  com tudo,
sem eles sobra contudo, com  eles contemporâneos e conterrâneos,
sem eles apenas o subterrâneo, com eles a existência,
                         sem eles a  desistência.
            Os anos são a melhor prova que a vida nos aprovou.” 


                                                             (José Guaraci Fraga)













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