Outra geração...









                  “ Quando vejo turmas perseguindo pokémons nas praças, com o visor dos celulares na frente dos olhos, eu não identifico o novo jogo como alienação. Não irei chamá-los de zumbis digitais, não reclamarei de que eles desprezam a realidade e só pensam em jogar, não farei cara de cegonho quando explicarem que estão no pokéstop e que usam pokébola para capturar os monstros ou que sonham em prender o Pikachu e chocar ovos. Como pai, fico imensamente feliz, repetindo a atitude de minha mãe há três décadas. Finalmente os adolescentes estão saindo do quarto, caminhando, fazendo exercícios, conhecendo espaços públicos, decorando o nome de ruas, começando amizades com quem também gosta do game, entrando em museus e prédios históricos que jamais conheceriam por sua espontânea vontade. E ainda desfrutam do lucro ecológico, diferente da minha infância, de não torturar vaga-lumes.”

                                   por Fabricio Carpinejar.

                                                   (publicado no jornal ‘Zero Hora’. Porto Alegre, 16.08.2016).







Nenhum comentário:

Postar um comentário