Refletindo com você...











































"  Hoje não há razões para otimismo.
                    Hoje só é possível ter esperança.
Esperança é o oposto do otimismo.
Otimismo é quando, sendo primavera do lado de fora,
nasce a primavera do lado de dentro.
Esperança é quando, sendo seca absoluta do lado de fora,
           continuam as fontes a borbulhar dentro do coração.
Camus sabia o que era esperança.
                         São suas as palavras: "e no meio do inverno eu descobri  que
                                                             dentro de mim havia um verão invencível".

 Otimismo é alegria "por causa de": coisa humana, natural.
 Esperança é alegria "a despeito de": coisa divina.
 O otimismo tem suas raízes no tempo.
 A esperança tem suas raízes na eternidade.
 O otimismo se alimenta de grandes coisas.

Sem elas, ele morre.
A esperança se alimenta de pequenas coisas.

                   Nas pequenas coisas ela floresce.
Basta-lhe um morango à beira do abismo.
         Hoje, é tudo o que temos: morangos à beira do abismo, alegrias sem razões.
                                    A possibilidade da esperança ".

                             
                                                                    Rubem Alves* (1933-2014).



 *: Rubem Azevedo Alves (1933-201). Psicanalista, educador, teólogo
e escritor brasileiro de Minas Gerais. Autor de livros religiosos,   
educacionais, existenciais e infantis.














Nenhum comentário:

Postar um comentário