O vento. “E a bunda... que engraçada”.


                                        Descrita pela visão de Carlos Drummond de Andrade*.



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“ Está sempre sorrindo, nunca é trágica.

Não lhe importa o que vai pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora — murmura a bunda — esses garotos ainda lhes falta
muito que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas em rotundo meneio.
Anda por si na cadência mimosa,
no milagre de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas avolumam-se, descem.
Ondas batendo numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda.
Vai feliz na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos. ”



*: Texto editado.

►  Fonte da imagem: https://eltiosain.wordpress.com/page/8/










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