'O bem-intencionado'

O texto que segue foi produzido pelo jornalista especializado
em assuntos futebolísticos (Ainda existe esta palavra?).
Mauro Cezar Pereira publicado no sitio http://espn.uol.com.br/
Neste texto, refere-se ao comportamento do técnico da seleção de futebol deste país.
Melhor, dizendo. O “professor” (?) da seleção.
Transcreve-se seu texto para questionar.
Você, brasileiro, que parou neste espaço virtual.
Será somente no futebol? A existência deste tal de ‘bem intencionado’.
Hoje mais do que nunca. Encontrado em todas as áreas e níveis nesta sociedade.
A falta de competência gestora é generalizada.
Quantas vezes você escuta por ai:
- Ele é ‘bem intencionado’ está mal assessorado.
(Ah! Pode ser ela – também).
Afinal. Independe do gênero a competência. Respeitando os novos tempos.
Também independe da opção sexual, etnia. Tem mais algum a acrescentar?
Este país esta cheio dos ‘bem intencionados’.  Virou um ‘inferno’ de ...
Deem um lida no texto do “mal intencionado” Mauro Cezar Pereira.   

   






O cara é bem-intencionado.
Quando acerta é porque só quer fazer o melhor. O seu melhor. Se errar, não é por mal, mas por muita vontade de acertar.
Esse cidadão bem-intencionado é colocado numa função para a qual não tem preparo. A ele falta experiência, cultura, habilidade no trato com o ser humano.
Mas é bem-intencionado.
Então, vamos lá, torçamos por ele, esperemos que consiga se superar, como se superou em outros momentos em sua dura trajetória.
Além de bem-intencionado, é lutador. Já foi massacrado publica e injustamente. Levou fama sem culpa e virou sinônimo de um fracasso que era muito mais dos outros.
Logo perceberam que ele era bem-intencionado já naqueles tempos, e deu a volta por cima. Inegável que se tornou um vencedor. Foi além do que parecia possível.
Bacana quando se vê uma história assim. Mas o fato de ser bem-intencionado e ter seus momentos de superação e glória não habilitam ninguém a tudo.
Certas posições exigem mais do que boa intenção.
É preciso conhecimento, não só daquilo que é o objeto do trabalho, mas no geral. Uma visão mais ampla.
Mas e quando o sujeito bem-intencionado, aparentemente sem querer, sem má intenção, claro, atinge pessoas com uma frase infeliz? O que fazer?
Se não colocassem o bem-intencionado ali por ser bem-intencionado, isso não aconteceria. Não haveria diálogo público, não saberíamos o que de fato acha.
Talvez, sozinho em seu canto, o bem-intencionado até pensasse exatamente o que diz para quem quiser ouvir, ou não. Mas ficaria ali, apenas para ele.
Nem mesmo os que admiram o bem-intencionado e sua história de luta deveriam ser obrigados a compartilhar certas reflexões (?). Constrangedor.
Como é constrangedora a defesa incondicional a ele, o bem-intencionado. Inclusive do séquito de vassalos que só querem bajulá-lo por causa da função que hoje ocupa.
Sorte do bem-intencionado que nem mesmo o maior dos aduladores parece capaz de seduzi-lo. É que além de bem-intencionado, ele é desconfiado. E nisso faz bem.
O inferno está cheio de boas intenções, sabe-se. Mas não se pode tolerar alguém posar de vítima usando como paralelo o martírio de um povo. Mesmo com boas intenções.











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