Sacrifício.



            (“La muerte de Sócrates”. Obra de Jacques Louis David)


"Vejam só, meus jovens, de quanta coisa
 eu não preciso para viver" 
(Sócrates).

                                                                 “ Nada contra a posse de bens, mesmo os materiais, pois sem eles nossa pobre carcaça não resistiria às terríveis ações de tempo e espaço. O que causa espanto, desalento, o que causa descrença nesse pequeno ser que se chama “ser humano” é ver como algumas pessoas vendem a alma ao diabo. (...) A venda da alma de que me ocupo é outra. Falo da sedução exercida pelo mercado e que conquista muitas almas. (...).
Vivemos, (...) numa época em que ter vai conquistando a maioria dos corações. (...) o que me ocupa agora é o modo fácil como a maioria absoluta da população é capaz de sacrificar afinidades, valores éticos, amizades, prazeres, sonhos e encantamento pela posse de um objeto qualquer. E muito qualquer. Quase nunca um objeto que lhe trará algum benefício. Não aprendemos com a semiótica que se compra não o objeto, mas sua significação? Em outras palavras, compra-se o objeto que dê status.
Resumindo, compra-se status.

(Menalton Braff)












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