Quando a mediocridade.
Desenha o futuro

 (...). Desde que começou a era da mediocridade, não existe grande complexidade nos fatos. São apenas resultado de atividades sempre antiéticas, frequentemente imorais, e muitas vezes ilegais. Transgressões, somente. Simples malfeitos, delitos ou crimes que dispensam explicações sociológicas.
Mas se causa preocupação o passado, é no futuro que reside o problema. Enquanto permanecemos focados no desfile eterno de explicações medíocres para atos inaceitáveis, o futuro vai virando presente sem que a gente tenha cuidado, ou melhor, a preocupação, de prepara-lo.
Enquanto isso se apela por paciência. Mesmo que paciência, a esta altura, signifique apenas a tolerância com o sofrimento causado por equívocos e desvios passados, sem a garantia, confiança ou crença de que este sofrimento semeie dias melhoras.
A mediocridade extermina planejamentos, mata oportunidades e elimina a esperança.  Como vírus, a mediocridade se expande e multiplica-se sem oposição aparente.
E o futuro, silencioso, vai chegando.
E assiste a oportunidades vasando por entre os dedos, sem plano, projeto, ou objetivo. Testemunha a destruição de maneira desnecessária, mas mesmo assim aparentemente inevitável, do lugar que será habitado pelas gerações por vir.
(Elton Simões).











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