● Um pouco de Portinari


Quando se olha o cotidiano das notícias, percebe-se o país mergulhado numa crise das instituições: todo mundo manda, acusa, faz seu show-off particular. Mas em tudo falta um vislumbre de futuro. Revirando o passado: em 1930 a história brasileira reinicia-se com um tiro no coração do vice de Getúlio, João Pessoa (morto por razões de paixão que não política), que faz uma reviravolta no resultado eleitoral (Getúlio era o candidato derrotado), faz nascer um levante (a Revolução de 30) e termina também com um tiro no coração – o coração de  Getúlio Vargas, em agosto de 1954. Durante este tempo, em meio a todos os grupos de pressão da época, percebe-se que aquele governante sabia aonde queria chegar. Ele ouvia políticos, claro, mas ouvia também a sociedade, intelectuais, gente da cultura. Já que o tema deste blog é “cultura e implicâncias”, não posso deixar de implicar com o fato de o Poder, hoje, estar desprovido de gente que vislumbre o futuro, para que se volte a aproximar o indivíduo com a nação -- hoje dois entes desgarrados.









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