Os livros.

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Havia um sentimento que as pessoas vão e vem,
nascem e morrem, mas os livros são eternos.
 Quando eu era pequeno queria ser livro quando crescesse.
Não escritor de livros, livro mesmo.
Gente se pode matar como formigas.
Escritores também não são difíceis de matar.
Mas livros, mesmo se o destruirmos metodicamente,
sempre há de sobrar algum, nem que seja apenas um exemplar,
 a continuar sua vida de prateleira, eterna, discreta e silenciosa
 em uma estante esquecida de alguma biblioteca remota (...).

                                                        (Amós Oz) 


In ‘De amor  e trevas’. Cia das Letras, 2002, pág. 31.







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