Cultura



                                                                               " Há várias categorias dentro da cultura: dança, teatro, artes plásticas, cinema etc. Mas todas estão dentro de duas categorias: a cultura do entretenimento e a cultura desvinculada do mercado. Vivemos num mundo curioso, num mundo que propõe uma enorme distorção. O valor máximo, acima de todos os outros valores, é o dinheiro. Isso é evidente em todas as categorias sociais. O homem de valor não é o homem sábio, não é o homem honrado, é o homem rico monetariamente. Essa distorção é evidente em nosso país. Temos de um lado a cultura do entretenimento, regrada pelo mercado, muito bem-vinda e necessária; e do outro as óperas, os corpos de baile, a arte espontânea, a música popular e erudita, parte do teatro, parte do cinema, a cultura clássica, parte das artes plásticas, que não querem e não podem se submeter às regras do mercado, da mesma forma que um governo não pode e não deve se submeter às regras das empreiteiras. Demos um passo gigante com o fortalecimento dos pontos de cultura. Mas precisamos de um passo decisivo. Precisamos existir e precisamos manter independência, precisamos ter liberdade para contribuir efetivamente para a construção de um mundo mais justo e mais humano. Nossas preocupações e anseios são o entendimento de nossa humanidade rica em complexidade.

O mercado não constrói homens, a cultura sim.

É preciso que o Estado tenha consciência da importância da cultura – um homem não se forma apenas pela educação. A potência de um povo é também sua potência criativa. Gostaria de ver crescer um Brasil que utilize de seus criadores, seus mestres, seus artistas na formação de um mundo com novos valores. Isso é muito serio!"


            (por Bia Lessa)














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