A nudez.
Não se ofenda.


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                            “ … vejo seios e bundas à mostra em todos os lugares por onde passo.
A cada esquina, tem uma banca de jornal com seus cartazes nada modestos.
Nos filmes, nas novelas. Nem preciso falar do carnaval. (…).
… ainda me encanto com o desenho de um seio em riste, de um bumbum bem desenhado. A harmonia das formas naturais do ser humano atrai.
A nudez é uma forma artística.
Corpos despidos são talvez a maior fonte de inspiração dos artistas plásticos,
desde os primórdios da história da arte.
Não falta também quem rejeite o corpo à mostra.
 Quem aponte como se fosse prova de falta de virtude.
Dá para entender. Um discurso religioso pregado durante séculos.
Na Idade Média, a nudez foi tão castigada, que puro era quem sequer tomava banho. Até tocar o próprio corpo era recriminado – mesmo que apenas por higiene.
Acontece que já passou da hora de parar de enxergar o corpo humano
como algo demoníaco.
E deixar de lado esse preconceito de que exibir suas formas publicamente
 é privilégio de mulher burra. A beleza ofusca demais atributos. (…).
Com o tempo, passei a questionar esses limites do que é o nu artístico.
O que diferencia erotismo e pornografia?
Se há ou não pelos pubianos à mostra?
Garanto que nenhuma equação leva a essa solução exata.
Conteúdos explícitos podem também ser muito eróticos. Ou não.



► Fonte (texto editado): http://lasciva.blog.br/page/2/
► Imagem: Guilherme Lechat (http://photos.uol.com.br/materias/ver/90409)







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