Adormecida.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Não tenhas medo, não! Tranquilamente,
 Como adormece a noite pelo Outono,
 Fecha os teus olhos, simples, docemente,
 Como, à tarde, uma pomba que tem sono...
 
 A cabeça reclina levemente
 E os braços deixa-os ir ao abandono,
 Como tombam, arfando, ao sol poente,
 As asas de uma pomba que tem sono...
 
 (…).
 
 
Florbela Espanca*.
 
(in "Charneca em Flor").
*: Poetisa portuguesa (1894-1930).
 
 
 
 
 
 
 



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