Degraus

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Há degraus para serem subidos, etapas para serem ultrapassadas,
limites que faltam ultrapassar.
Há vontades interiores que esperam por verem a luz do dia, pela coragem de serem tornada vida e para isso é preciso um passo atrás do outros e no momento em que recuar é a única forma de avançar, seja dado o passo atrás que permitirá seguir em frente sem medo que o ruído instável do degrau seja mais do que o alarme que mantém viva a solidez dos passos dados.
Nem sempre a escada que leva ao topo é esplendorosa, mesmo assim, subir é preciso, até quando se fecha os olhos e a imagem de uma queda vertiginosa que nos leva, de novo, ao rés-do-chão, nos atormenta incessantemente.
Mesmo assim, subir é preciso, encontrar o derradeiro patamar será o objetivo dos objetivos, ainda que saibamos que o seja momentaneamente, até descobrirmos que a subida, afinal, não terminou e adivinha-se, uma vez mais, íngreme e tortuosa.
Quantos tombaram ao primeiro lance de escadas?
Quantos deixastes para trás até que a subida se tornasse menos... pesada?
Quantos foram pesos mortos na tua trajetória e dos quais tiveste que te descartar, sem que isso te pesasse na consciência?
Quantos agarrastes e fizestes questão que, juntos, pisassem os mesmos degraus? 












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