A vida. A arte.

















                      “Quando eu leio que um prisioneiro se entrega para fugir do frio eu entendo que não há nenhuma brecha entre vida e arte. A vida nos engloba; a ficção é apenas uma outra faceta da própria vida. O fato a ser visto é que nós acabamos para a vida, enquanto a vida, quando narrada num conto, romance ou filme, faz o oposto: É ela que acaba para nós como uma história - um livro a ser posto numa estante. Por isso, precisamos tão desesperadamente das narrativas. Elas, como os rituais, têm princípio meio e fim. A vida não tem. E nós, um dia, viramos histórias ou simples notícia, como dizia aquele poema do vosso Drummond.
(Dick Moneygrand citado por Roberto Damatta in http://www.estadao.com.br/)

 
Imagem: “Fugir para o espaço” de Santiago.  In http://tempovago.folhadirigida.com.br/2012/03/225/








Nenhum comentário:

Postar um comentário