Rosangela Borges

Mestre Zé Lopes (1950).
Ou melhor, dizendo. Mestre José Lopes da Silva Filho.
Este é o mais conhecido dos mamulengueiros do Brasil.
Desde cedo em Pernambuco na zona da mata, terra onde nasceu chamada de Glória de Goitá. Na feira semanal. Era o frequentador assíduo do mercado de farinha vendo os espetáculos de bonecos. Ou os “mamulengos”.
Adolescente criou seu primeiro boneco. Sua arte é bloqueada. Deixa o sertão e segue a caminhada tradicional da região. Vai tentar emprego e morar na periferia da cidade grande. São Paulo. Entretanto, o sonho ficou guardado. Anos depois retorna as origens e em sua cidade recupera a carreira de mamulengueiro e funda o “Mamulengo Teatro do Riso “ onde realiza espetáculos pelo país e até na Europa. Suas apresentações mantêm a tradição dos mamulengos sempre encenados por meio de passagens recheadas de muita improvisação e cantorias com repertórios cheios de forrós e outros ritmos nordestinos brasileiros acompanhados do sanfoneiro e percussionista.
O mamulengo faz parte da cultura popular nordestina, sendo praticada desde a época colonial onde retrata o cotidiano do povo geralmente nas situações cômicas e satíricas.
Claro ficou a dúvida em você. Afinal o que é o ‘“mamulengo”?
É o fantoche típico da região nordestina brasileira, especialmente em Pernambuco. Dizem que o nome tem origem na forma de apresentação dos bonecos. Seguros por baixo com a mão molenga. Mão molenga... Mamulengo.

Na cidade de Olinda existe o “Espaço Tiridá-Museu do Mamulengo” que preserva a tradição dos bonecos guardando em seus acervos peças antigas e promovendo apresentações diárias de artistas mamulengueiros. Mas em Glória do Goitá, também há o “Museu do Mamulengo “, que promove sempre apresentações, oficinas e bonecos reservados para venda.
Só quem já viu. Sabe como são belos. Você que está passando por este espaço virtual aprecie alguns dos bonecos criados pelo Mestre Zé Lopes. Viaje na criação os vendo a sua frente, dançando, ao som dos ritmos sertanejos. Ao fundo a sinfonia das vozes populares de uma feira nordestina. Muita banca de carne de sol e bode. O cheiro da farinha de mandioca.
Vejam a arte do Mestre.




 
 
 






























































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